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esus sabia muito bem o que queria. Na sua determinação nós vemos a sublime missão de aqui viver, morrer e ressuscitar em favor de toda humanidade perdida.
At.10: 36-39 – “Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou, como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro”.
Apesar de ter realizado uma obra tremenda e gloriosa, no seu ministério terreno, alguns escritores e comentaristas tem atribuído a Jesus várias mudanças de propósito em sua carreira. Nós cremos que isto é fruto de um estudo superficial dos evangelhos. Além de programa definido, Jesus tinha ideais santos e imaculados. Ele nunca usou de recursos que não se ajustassem a princípios éticos e inatacáveis.
Queremos analisar 3 aspectos da vida de Jesus em seu ministério que demonstram a sua determinação com relação a obra pela qual foi designado a realizar aqui na terra.
1-) Jesus tinha uma missão.
Jesus tinha uma missão perfeitamente definida para a sua vida. Menino ainda, quando o encontraram no templo, a argüir os doutores da lei, já Ele, respondendo a uma interferência de sua mãe, revelou a idéia que tinha da finalidade suprema da sua vida e objetivo definido de orientar por ela toda a sua conduta.
Lc. 2: 49 – “Porque me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai”?
Jo. 4: 34; 6: 38 -“ Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”.
“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou”. Ver Jo. 5: 19-21, 30.
Jesus tinha uma missão, e essa missão era realizar a vontade do Pai.
2-) Jesus tinha motivações corretas.Mt.14: 14 – “ Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos”. Compadeceu-se (Grego- Splanchnizomai) = Ser movido de grande compaixão ou piedade. Os gregos consideravam o intestino (splanchna) como o lugar em que se originavam as emoções mais fortes no ser humano. Os hebreus consideravam o “splanchna” como o lugar em que se originavam as suaves misericórdias e os sentimentos de afeição, compaixão, solidariedade e piedade. É a causa direta de pelo menos cinco dos milagres de Jesus. Ver: Mt.15: 32; 20: 34; Mc. 8: 2; Lc. 7: 13, a viúva de Naim; Lc. 15: 20, o Pai do filho pródigo. Deus não vai nos julgar pelo número de pessoas que aceitaram o nosso apelo, para segui-lo, e sim pelo sentimento que tivemos por cada uma delas.
3-) Jesus tinha um alvo muito claro. (Lc. 9: 22) “É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia, ressuscite”.Jesus sabia que era preciso sofrer o insulto dos homens, que era necessário suar sangue no Getsêmani, que era forçoso carregar a cruz pelas ruas de Jerusalém, era imprescindível a crucificação. Mc. 8: 34 – “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.
Por que a cruz? Porque os pecadores não têm outra esperança.
Por que a cruz? Porque ela é a prova incontestável de que nós podemos ser perdoados. Por que a cruz? Porque lá nós vemos a profundeza da nossa depravação e quão grande e maravilhosa é a graça e o amor de Deus por nós.
Quero convidar você a se aproximar da cruz comigo. Do livro: “Quando Deus chora”.
“A face que Moisés implorou para ver – e que foi proibido – estava ensangüentada (Ex. 33: 19-20). Os espinhos que Deus havia enviado para amaldiçoar a rebelião da terra agora estavam retorcidos sobre a sua própria face... Para trás! Alguém levanta um martelo para acertar o cravo. Mas o coração do soldado precisa continuar batendo enquanto ele posiciona o pulso do prisioneiro. Alguém deve suster a vida do soldado minuto a minuto, pois nenhum homem possui poder por conta própria. Quem dá fôlego aos seus pulmões? Quem mantém suas moléculas unidas? Somente através do Filho que todas as coisas une (Cl. 1: 17). “Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste”. A vítima deseja que o soldado continue a viver - Ele concede ao guerreiro a sua existência. O homem desfere o golpe. Enquanto ele desfere o golpe, o Filho se lembra quando Ele e o Pai criaram pela primeira vez o nervo mediano do antebraço humano - as sensações que seria capaz de produzir. O projeto se mostra impecável – o nervo se comporta perfeitamente. “Para cima”! Eles levantam a cruz. Deus está exposto em suas roupas íntimas e mal consegue respirar. Mas estas dores são apenas aquecimento para sua crescente morte. Ele começa a sentir uma sensação diferente. Em algum momento do dia um odor estranho começou a surgir, não em seu nariz, mas em seu coração. Ele se sente sujo. A impiedade humana começa a impregnar o seu imaculado ser – vivo excremento saído de nossas almas. A menina dos olhos de Deus se torna um ser desprezível. Seu Pai. Ele deve enfrentar seu Pai dessa forma! No céu, o Pai agora se levanta incomodado, balança sua juba, e ruge contra o resto de homem pendurado na cruz. Nunca o Filho viu o Pai olhá-lo dessa forma, Ele nunca sentiu este bafo quente sobre si. Mas o rugido estremece o mundo invisível e escurece o céu. O Filho não reconhece estes olhos. Filho do Homem! Por que se comportou assim? Você enganou, cobiçou, roubou, fofocou – assassinou, invejou, odiou, mentiu. Amaldiçoou, comeu demais, gastou demais – fornicou, desobedeceu, blasfemou. Oh, as obrigações que você não cumpriu, as crianças que abandonou! Quem ignorou os pobres, foi covarde, falou meu nome em vão? Você alguma vez conteve a sua língua? Seu bêbado imprestável – você, que molesta garotos e garotas, vende drogas que matam, zomba de seus pais. Quem lhe deu a ousadia de fraudar eleições, fomentar rebeliões, torturar animais, e adorar demônios? A lista não acaba! Dividindo famílias, estuprando virgens, contrabandeando, agindo como cafetão – comprando políticos, filmando pornografia, aceitando suborno. Você queimou prédios, cometeu atos terroristas, fundou falsas religiões, comerciou escravos – contando cada centavo e se vangloriando em tudo. Eu odeio, desprezo estas coisas em você! O desgosto por todas estas coisas em você me consome! Você consegue sentir a minha ira? É claro que o Filho é inocente. Ele não possui culpa em si mesmo. O Pai sabe disso. Mas este par divino possui um acordo, e o impensável agora acontece. Jesus será tratado como se fosse pessoalmente responsável por cada pecado cometido. O Pai observa o tesouro do seu coração, a imagem refletida de si mesmo, afundar em podre pecado líquido. A ira imaculada de Jeová contra a humanidade durante séculos explode numa única direção. “Pai, Pai, por que me desamparaste”?! Mas o céu não ouve. O Filho olha para cima para Aquele que não pode, não irá, ouvir e responder. A Trindade havia planejado isso. O Filho suportou isso, O Espírito o capacitou. O Pai rejeitou o Filho a quem amava. Jesus, o Deus-homem de Nazaré, pereceu. O Pai aceitou o seu sacrifício pelo pecado e estava satisfeito. “O resgate estava completo”.
Jesus sabia muito bem o que queria. Na sua determinação nós vemos a sublime missão de aqui viver, morrer e ressuscitar em favor de toda humanidade perdida. Nós podemos identificar na sua personalidade e caráter a expressão exata e grandiosa da graça e amor de Deus pelos que estavam separados do Pai. Jesus tinha uma missão, tinha motivações corretas, tinha um alvo definido e foi fiel até a morte e morte de cruz.
Propósitos definidos e fidelidade a imaculados ideais foram, pois, fatores salientes na magnífica eficiência pessoal de Jesus. E eles o serão na de qualquer indivíduo. Nesse aspecto, muito temos que aprender com o Mestre, Varão de dores, JESUS. A Ele a glória para todo o sempre. Amém.
(Is. 53: 2-3) – “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso”.
(Hb. 10: 29) – “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça”?Muitas vezes ficamos perplexos com a rapidez da disciplina e castigo severo que Deus aplicava ao seu povo no Velho testamento. O Espírito Santo nos lembra que rejeitar a graça e ridicularizar a morte sacrificial de Jesus são ações muito mais merecedoras do castigo de Deus. A graça é incrível. É maravilhosa. Mas se a rejeitarmos, isto é, se rejeitarmos Jesus e tudo o que Ele fez
por nós, estamos pedindo para sermos rejeitados de qualquer fonte de graça verdadeira.
Luiz Lemos
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