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Estude

"Para que o Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos dê em conhecimento o espiríto da sabedoria e da revelação"

Efésios 1:17

Homens Bomba

O Apóstolo da China

Afinal, O que é Yoga?

A Volta de Jesus Cristo

Oportunidade & Responsabilidade = Excelência

Incredulidade Temerosa

Só o Senhor sonda os corações

Onde estão os “Elias” de Deus?

Jovens do SENHOR

Para aqueles que O amam

Cinco maneiras de afastar seu filho da Igreja

Transei, e Agora!!

O Brasil precisa de pastores de caráter limpo

As implicações espirituais no uso de Piercing's

A Interação da Trindade

O que farei para herdar a Vida Eterna

Somente DEUS é...

Sensacionalismo Toma Conta da Igreja

O Selo de DEUS

Legalizando o aborto

Orgulho é igual a queda

Apaixonando-se pela mulher Frankenstein

Desmascarando o Espírito de Jezabel

Por que os jovens são, além de protegidos por Deus, tão importantes?"

Qual é o Problema em Gostar um Pouco de Pornografia?

Nova Era

A responsabilidade individual de cada Crente

As Transformações e os Benefícios do Jejum

A mente é o campo de batalha

Deixe Deus ser Deus

Faça sexo! Faça sexo! Mas antes, pegue aqui sua camisinha.

Gratidão

Pessoas que experimentaram os "Poderes da Era Vindoura"

Aprendendo com Ana

A Lepra e o Jordão

Eu não Envergonho do Evangelho

Sede imitadores de Deus como filhos amados

Obstáculos à Adoração

Sete Necessidades Básicas da Criança

O nome poderoso

Louvor que Cura

Da vergonha a conquista através da fé

Intercessor na sala do na Trono

Os Três Níveis de Contribuição

A Missão de JESUS como modelo para o exercício da liderança

Vou em busca do meu milagre

Quem são os demônio?

Jesus modelo por excelência!

A santidade é obra da graça

Vivendo na Eternidade

Abrilhantando o culto

Incenso

Impedimentos de Entrar no Santo dos Santos

A preguiça leva à miséria

Pois Eles Mudaram a Verdade de Deus em Mentira

Entendendo o Perdão

A mesa do Senhor

A Visão Espiritual

Guardar o Coração

Como receber a benção da abundancia

Minha noiva...

A guerra espiritual entre dois reino

Jesus Cristo é o Caminho

As três decisões

Porque eu odeio a Obediência

A Besta e o Sistema Mundial x O Reino de Deus

Adoração cerimonial e ritualística x adoração em espírito e em verdade

Comunhão Com Deus

A obra de Deus em nossas vidas

Maledicência

Fé e os Nomes de Deus

O Céu (Uma Mensagem de Esperança Para Estes Tempos Difíceis)

Voltado a Deus

Libertação Financeira

Identidade

Uma mulher de fé

Deus nos livrou da crise econômica para que??

As Chaves do Reino de Deus

Permissividade

Iemanjá= Rainha de todas as águas e mãe de todos os orixás?

A Responsabilidade do Cristão

Vida sem Fogo

Pastores Analgésicos

Uma história com final feliz

Os Pastores

Espírito de Acabe

Família - Um Projeto Celestial(UMA IDEIA DE OUTRO MUNDO)

Submissão – Um Princípio de Deus

Amigo íntimo

Tratamentos Alternativos e Alternativas Perigosas

Tudo tem seu Tempo

O Deus Imutável

Levanta-te

Unção e Criatividade

O Reino e os reinos

Tempo de Seca?

A crença e a falta de intimidade

O diabo vai minando as mentes sutilmente.

O Chamado Levítico

Os propósitos de Deus no sofrimento do homem

Qual o seu preço? Quanto você vale?

Fraude

A verdadeira santidade

Jesus, uma pessoa comprometida.

Deus Revelado nos Seus Servos

Pela fé

Tua palavra é verdade

Trazendo a Arca I e II

O mito do Papai Noel X A realidade de Jesus Cristo

Sobre o Natal

O que a Bíblia diz sobre a árvore de Natal?

Qual é a minha Capa?

Ele e Nós

A Segunda Vinda de Jesus

Presença do Senhor

Ser Missionário

O tempo da espera

Materialismo e Avareza

Amor, sexo, lascívia!

Ai, ai, ai... Não dá! - Murmuração

Fé - O Sexto Sentido

Cientologia - A religião das Estrelas

O que é Dircenir o Corpo de Cristo na Ceia?

Adoração - O Evangelho Eterno

O que dizes de ti mesmo?

Idolatria Gospel - Um show de horrores

Janela 10/40

Coisas Boas Que Deixam As Pessoas Fora Do Céu!

Por suas pisaduras fomos sarados

Páscoa

Pácoa II

Pácoa III

O Papel da Esposa

O Papel do Marido

Convertido ou convencido!

Como Criar Filhos Masculinos e Filhas Feminimas

Alimentando as Ovelhas ou Divertindo os Bodes

Chuva Temporã e Serôdia

Turista de Igreja

Mornos Espirituais

Acomodados, acordem!

A Difícil Missão de Perdoar

O desafio de crer contra toda esperança

O Temor do Senhor

Crentes Que Bebem

Crentes Que Bebem

"Posso te fazer uma celebridade, propôs o diabo a Jesus...

Jesus com vergonha de ser chamado de Jesus

A Depressão do Profeta Elias

A Plenitude do Espírito Santo: Seu direito e Dever

Fugindo do Engano

Amor sem abracadabra

A mão de Deus ou a força do dinheiro??!!

Quem diz a verdade?

A bênção de ser um derrotado

Escapando de Sodoma

Existência

Como fugir do mundo da sensualidade

A Parábola das Dez Virgens

"Happy Halloween!"?

O que você vai fazer no Carnaval?

Adore ao Cordeiro Ressureto

Adoração é sacrifício

Guardados no Caminho

A Seriedade da Falta de Fé

O perfume de Cristo

A humildade precede a santidade

Fugindo do Engano

Vamos fazer uma pergunta a nós mesmos: estamos simplesmente buscando ser "salvos", ou buscamos ser como Jesus? Se nossa salvação não estiver focalizada sobre o objetivo de nos tornarmos semelhantes a Cristo, cairemos rapidamente em obras mortas e
enganos vazios. Nossa salvação é uma pessoa: o Senhor Jesus Cristo! E é o fato de sermos moldados à sua imagem q ue nos salva e nos faz santos.
Cuidado: é fácil fingir uma vida em Cristo!
Nossa experiência no cristianismo deve ir além de ser mais uma interpretação bíblica; deve se expandir até que nossa fé em Jesus e nosso amor por ele se tornem um facho de luz que nos encaminhem à sua presença presença.

PROVEM TODAS AS COISAS

"Mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom" (1Ts 5.21). Você compraria um carro sem dirigi-lo? Você compraria uma casa sem ver o seu aspecto? Claro que não! Apesar disso, muitos de nós aceitamos vários "planos de salvação" que não nos salvam realmente da aflição do inferno. Apesar do fato de Jesus ter vindo para nos dar vida em abundância, permanecemos doentes, pecadores e egoístas. Um carro pode possuir boa aparência, entretanto, se ele não puder nos levar pela cidade, não devemos confiar que nos levará pelo país.
    Da mesma forma, se nosso cristianismo não funciona nesta vida, onde podemos testá-lo, é imprudência esperar que ele possa nos levar à eternidade, pois, se falharmos na prova, sofreremos separação eterna de Deus.
    Entretanto, não quero insinuar que, a menos que entendamos todas as doutrinas da forma correta e façamos todas as interpretações de forma perfeita, teremos a nossa entrada no céu recusada. Cristianismo é mais uma questão do coração do que mental; é mais o amadurecimento do amor do que conhecimento. Testar a verdade não é

realizar uma busca intelectual, mas verificar se você está sendo atraído, semana após semana, a conhecer e amar Jesus Cristo.
    Ao mesmo tempo, não devemos ter medo de testar aquilo em que acreditamos. Paulo diz: "Examinem-se [...] provem-sc a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados" (2Co 13.5)!
    O poder e a pessoa de Jesus Cristo estão em nós; crer nele é tornar-se a cada dia mais e mais semelhante a ele. Como está escrito, "neste mundo somos como ele" (1Jo 4.17). Porém, se temos sido ensinados a acreditar que o reino de Deus e o próprio cristianismo não devem necessariamente funcionar, ou se a ausência de santidade e poder não nos perturba, há um grave erro em nosso conceito da verdade.
    Devemos buscar as respostas para três questões muito importantes. Primeiro: minha fé é eficaz? Não considere esta questão de forma superficial. Pergunte honestamente a si mesmo se suas orações têm sido ouvidas e se sua vida tem sido separada para I )cus.
    Segundo: se as doutrinas seguidas por mim não funcionam, por que isso acontece? Talvez suas idéias teológicas estejam corretas, mas você seja preguiçoso. Talvez você precise desligar a televisão e utilizar esse tempo para buscar ao Senhor. Ou talvez, mesmo sendo você cuidadoso, foi ensinado de maneira errada. Seja lá o que for, deve descobrir por que as coisas não estão funcionando com você.
    E terceiro: se eu realmente vejo o fruto e o poder do Espírito Santo manifesto na vida de outra pessoa, como foi que ela alcançou tal graça de Deus? Não tenha medo de sentar-se como um discípulo, sob a unção de outro ministério. A Palavra nos diz que "quem recebe um profeta, porque ele é profeta, receberá a recompensa de profeta" (Mt 10.41). Deus concede "recompensas" de revelações, conhecimento e outros dons espirituais a seus servos. Aprenda com aqueles cuja fé está funcionando.
    O teste final de qualquer conjunto de doutrinas é verificar o tipo de vida que produzem. Como está escrito: "desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou" (1Jo 2.5,6). O constante e persistente caminhar com Cristo produzirá uma vida semelhante ã de Cristo. Andaremos "em retidão como ele andou", com santidade e poder.

    Mas o fato é que, se o "deus" de algumas de nossas religiões cristãs morreu, a maioria dos membros dessas igrejas estariam ou mortos espiritualmente ou muito ocupados no plano material para notarem sua ausência. Com demasiada frequência, os cristãos aceitam ensinamentos "pela fé"; não a fé no Deus vivo, mas fé de que as doutrinas de suas igrejas estão corretas. Temos a esperança inconsciente de que, quem quer que nos esteja ensinando, não tenha cometido um erro.
    Devemos conhecer a falibilidade de nossos mestres. Jesus disse: "Cuidado, que ninguém os engane" (Mt 24.4). Manter-se livre do engano é uma responsabilidade que cada um de nós deve assumir enquanto indivíduos. Sem nos tornarmos desconfiados, e evitando a prática de suspeitar de tudo, vamos reexaminar humildemente o que nos ensinam. O valor de qualquer ensinamento reside em sua capacidade de nos preparar para realizarmos a vontade de Deus, ou nos dar poder para achar o coração de Deus. Se tais objetivos não forem alcançados, a informação não está valendo o seu tempo.

O PODER DE UMA VIDA SANTA

Este ensino não é dirigido às "pessoas ruins", ou aos pecadores; é para nós, "pessoas boas", que temos a tendência de pensar que ser bom é o mesmo que conhecer a verdade. Não é. Podemos agradecer a nossos pais por sermos bons, mas, se desejamos conhecer a verdade, devemos buscar a Deus, dispostos a obedecê-lo.
    Por cinco vezes em Mateus, no capítulo 24, Jesus nos advertiu para que não fôssemos enganados nos últimos dias (v. 4,5,11,23,24,26). Se não ficamos nem um pouco perturbados com estas advertências, é porque preservamos nossa ignorância com arrogância, assumindo que nossos pensamentos devem estar corretos simplesmente porque pensamos dessa forma. Em todos nós existem aspectos que precisam ser corrigidos. E a menos que possamos ser corrigidos e que busquemos em Deus uma clara revelação de seu Filho, nossa suposta "fé" será, na verdade, somente uma indiferença preguiçosa, um engodo em relação às coisas de Deus. É provável que em nosso inconsciente queiramos uma religião morta, para que não precisemos mudar.

    Sim, devemos aceitar muitas coisas pela fé. Mas ter fé não é estender a mão cegamente, a fim de sermos guiados por outro cego. Não é uma desculpa para justificar doutrinas impotentes. A verdadeira fé é acompanhada pelo poder de Deus.

O PODER NA SANTIDADE

"Saiba disso: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens [...] tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder" (2Tm 3.1-5).
A santidade é poderosa. Você já encontrou alguém verdadeiramente santo? Há poder em tal santidade. Se, entretanto, alguém jamais conheceu uma pessoa assim, torna-se muito fácil fingir ter uma vida em Cristo. Lembre-se sempre disso: ser falso é natural para o coração humano; é com muito esforço que nos tornamos verdadeiros. A menos que estejamos em busca de maturidade espiritual, nossa imaturidade disfarça nossa percepção de Deus. Nós apontamos para o Todo-Poderoso e dizemos: "Ele deixou de exigir santidade", quando na realidade nós abrimos mão dos padrões do seu Reino. Tenha certeza de que, no momento em que deixamos de obedecer a Deus, começamos a fingir que somos cristãos.
    Devemos compreender que o "conhecimento do Senhor" não é um curso de dez semanas em que devemos ser aprovados; é uma experiência reveladora com Jesus Cristo. Ela começa com renascimento e fé em Jesus, mas continua através da santidade, poder e perfeição de Cristo.
    E, à medida que amadurecemos, começamos a perceber que o Espírito de Cristo está verdadeiramente dentro de nós. A cruz surge da página impressa, ergue-se ereta perante nós, confronta-nos com nosso próprio Getsêmane, nosso próprio Gólgota — mas também com nossa própria ressurreição, por meio da qual ascendemos espiritualmente para a verdadeira presença do Senhor. Como Paulo, dizemos:

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2.20).

    Não se deixe enganar! Imponha à sua teologia a necessidade de funcionar. Sua salvação eterna depende disso! Se Cristo está em nós, temos de viver vidas santas e poderosas. Não há desculpa. Se não somos santos, ou se não há o poder da santidade em nossa vida, não vamos culpar a Deus. Como está escrito: "Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso" (Rm 3.4). Vamos perseverar buscando a Deus até que o achemos, até que descubramos o que nos falta (Mt 19.20). Vamos prosseguir até que possamos "alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus" (Fp 3.12).
    Por quanto tempo devemos continuar a buscá-lo? Se gastarmos toda a nossa vida, todas as nossas energias, por três minutos de verdadeira semelhança com Cristo, teremos feito um bom uso dela. Diremos como Simeão: "O Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação" (Lc 2.29,30).
Não desejamos apenas concordar mentalmente com a doutrina cristã; queremos ver, ter contato e viver na verdadeira realidade da presença de Cristo. Quando nos conformamos com qualquer coisa inferior a isso, nossa vida em Cristo passa a ser uma farsa.


Um coração sem ídolos

Quando nos achegamos inicialmente a Jesus, ele nos aceita exatamente como somos: comproblemas, pecados e tudo mais. Contudo,conforme nossas necessidades são alcançadas,
gradualmente descobrimos que Deus busca algo em nós. O que ele busca é a nossa adoração. Mas a verdadeira adoração é a consequência, o resultado de vermos Deus
como ele é. Brota naturalmente de uma alma purificada pelo amor; sobe como incenso de um coração sem ídolos.

O DEUS CUJO NOME É ZELOSO

Cristo não destrói pessoalmente nossos ídolos internos do pecado e do ego. Em vez disso, ele os aponta e nos manda destrui-los. Este tópico é sobre arrependimento. Se você recua ao som desta palavra, é porque precisa de uma nova limpeza em sua alma. Aliás, estamos falando sobre um tipo de arrependimento que é incomum àqueles que buscam somente perdão, mas não mudanças. Estamos falando de arrependimento profundo: uma atitude contrita e vigilante, que se recusa a admitir que o pecado ou o ego se tornem ídolos no coração.
    No livro de Êxodo, enxergamos a visão que Cristo tem a respeito dos ídolos. Ele nos adverte:

Acautele-se para não fazer acordo com aqueles que vivem na terra para qual você está indo, pois eles se tornariam uma armadilha. Ao contrário, derrube os altares deles, quebre as suas colunas sagradas e corte os seus postes sagrados. Nunca adore nenhum ou-tro deus, porque o SENHOR, cujo nome é Zeloso, é de fato Deus zeloso" (Êx 34.12-14).

    São muitos os aspectos da natureza de Cristo. Ele é o Deus pastor, nosso salvador e nosso médico. Nossa percepção de Deus se dá mediante a necessidade que temos dele. Ele assim determinou, pois ele mesmo é a única resposta para milhares de necessidades.
    Mas como Jesus nos vê? Olhando através de seus olhos, a igreja é sua noiva: osso de seus ossos e carne de sua carne (Ef 5.22-32). Ele não nos salvou para que vivêssemos para nós mesmos; salvou-nos para si (Cl 1.16). A verdadeira salvação é um noivado. Ele nos purifica para o nosso casamento. Da sua perspectiva, nossos caminhos independentes são idólatras. Eles acendem a chama do seu ciúme.
    A idolatria não é um pecado ocasional; é algo que nos governa e faz de nós seus escravos. Para alguns, o medo é um ídolo; para outros é a luxúria; para outros ainda, é a rebeldia ou o orgulho. O que quer que desafie o direito de Jesus sobre nosso coração, torna-se o inimigo que ele irá enfrentar. Por causa de seu zelo para conosco, uma vez que somos sua noiva, o Senhor exige que nós mesmos destruamos tais ídolos.
    Observando as Escrituras citadas, vemos que Jesus não quer que retiremos "cuidadosamente" aquele altar escondido, erguido para o pecado, de forma que este não se quebre; ele nos ordena derrubar o que é ofensivo. Ele não está nos convidando educadamente a desmontar, peça por peça, os pilares do nosso orgulho; em vez disso, ele exige que os retalhemos. Quando ele nos mostra um ídolo íntimo, devemos demoli-lo completamente. Não podemos abrigar secretamente a menor intenção de utilizar aquele ídolo novamente. Ele deve ser destruído.
    Você até pode ter a impressão de que não está adorando nenhum ídolo. Não se levanta todas as manhãs e louva uma estátua de Baal como seu deus. Na verdade, não prestamos culto aos ídolos dos antigos pagãos. Como tudo em nosso mundo moderno, a idolatria também ficou sofisticada. Paulo fala do anticristo que aparecerá nos últimos dias, como um que "... se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, chegando até a assentar-se no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus" (2Ts 2.4).
    Onde fica o templo de Deus na terra? Trata-se de um edifício? Pode ser, mas em nenhuma parte de seus ensinamentos Paulo se refere ao templo de Deus comparando-o a qualquer outra coisa que não a igreja. Aliás, mesmo que Paulo se refira a um homem sentado como deus em Jerusalém, em algum ponto da vida daquele homem ele teve de primeiramente pensar em si mesmo como "Deus".
    Estejamos alertas em relação ao anticristo, como fez o apóstolo João, que o viu, não somente como alguém que estava surgindo, mas como um inimigo espiritual que tentou se infiltrar e substituir o verdadeiro cristianismo (1Jo 2.18; 4.3). O espírito do anticristo é um espírito religioso. Ele se manifesta naquele pensamento de rejeição a ser ensinado e corrigido por Cristo, ou por qualquer outra pessoa. O espírito do anticristo permeia grande parte da igreja nos dias de hoje, se opondo à obra de Deus e proclamando-se Deus.
    De forma simples, o espírito do anticristo é aquele espírito que exalta a si mesmo como divindade. Veja bem, o espírito do anticristo é muito mais sutil do que alguém que subitamente anuncia ao mundo que é o Criador. Mais uma vez, o nosso mundo é por demais sofisticado para isso. Nós, hoje, devemos procurar pela influência do anticristo em nossas tradições religiosas: estão elas baseadas nas Es-crituras ou no homem? E então, além de nossas tradições, nas proximidades do nosso próprio coração, precisamos discernir onde se encontra o espírito do anticristo na estrutura dos pensamentos de nossa natureza carnal. Há algo em sua vida que se opõe e se exalta acima do Senhor, proclamando-se Deus? A resistência que há em você contra Deus é o mais poderoso ídolo no coração.
    Mas o falso deus da autonomia não é único no homem. O antigo deus Mercúrio ficaria em apuros ao tentar manter a paz entre os deuses atuais da ansiedade e da pressa. O mundo trouxe a carnificina das arenas da Roma antiga para os filmes violentos. Tomou as deusas gregas da fertilidade unicamente para idolatrar o sexo em nossas salas de espetáculo e televisões. O que a humanidade tem feito é mover os templos pagãos dos lugares altos nas áreas rurais para os lugares ocultos do coração.
    Se exaltamos o dinheiro, posição social, ou o sexo acima da Palavra de Deus, estamos vivendo em idolatria. Toda vez que nos sujeitamos internamente ao medo, à amargura e ao orgulho, estamos reverenciando os soberanos das trevas. Cada um desses ídolos deve ser esmagado, despedaçado e abolido da paisagem de nossos corações.

DEUS TEM CIÚMES

"Nunca adore nenhum outro deus, porque o Senhor, cujo nome é Zeloso, é de fato Deus zeloso [ciumento]" (Êx 34.14).
O Senhor não disse que era às vezes ciumento, mas que seu nome, que revela sua natureza, é esse, junto ao "Eu sou". Seu amor não é uma idéia etérea de "consciência cósmica elevada". Somos o foco do seu amor, o qual, de fato, sente ciúmes de nós. Ele "chama as suas ovelhas pelo nome" (Jo 10.3). Jesus sabe o seu nome. Ele ama você pessoalmente. Cristo zela por nós individualmente, cuidando e provendo tudo em cada aspecto de nossa vida, tendo sofrido humilhação e morte na cruz para pagar por nossos pecados. Isso demonstra quão imenso é o amor com que nos ama. Ele deu tudo. Ele merece tudo.
    Por isso, Deus sente ciúmes de nós, mas difere dos seres humanos, nos quais esse sentimento é insignificante, possessivo e inseguro. Ele não está sentado no céu torcendo as mãos, imaginando o que realmente pensamos sobre ele. O sentimento de Deus é perfeito, baseado em seu amor puro por nós, em seu desejo de nos abençoar e de que tenhamos nele plenitude de vida. Ele nos compreende. Ainda que conheça nossas fraquezas, "o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes" (Tg 4.5). Sua promessa para nós é fiel: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei" (Hb 13.5). Ele se recusa a deixar de nos amar. Você se considera um pecador, alguém detestável, como se ninguém precisasse de você; mas Jesus deseja você.

No início de meu ministério, desisti em uma ocasião de certas pessoas que me pareceram irremediavelmente insensíveis a Deus. Com o passar dos anos, descobri que essas mesmas pessoas andavam agora com Deus. Jesus é fiel. Ele o ama, porém sente ciúmes. Ele o vê como pessoa.
    Deus sabe, entretanto, que, para você experimentar seu amor, os ídolos do ego e do pecado devem ser destruídos. E para provar nossas intenções e nosso amor por ele é que ele nos manda despedaçar esses ídolos. Você deseja ser santo? Então remova os ídolos do ego e do pecado de seu interior. Pois a santidade vive em uma alma purificada pelo amor, que, como incenso, exala o aroma suave de um coração sem ídolos.

 O ídolo do falso conhecimento

 Não temos de ser grandes pensadores para compreender que o pecado pode se tornar um ídolo, um falso deus que exige nossa obediência. Porém, lado a lado com o pecado, está o ídolo do falso conhecimento.

CUIDADO, QUE NINGUÉM OS ENGANE

Uma grande parte de nossa experiência cristã se baseia na assimilação e na digestão de conhecimento. Na primeira vez que nos achegamos a Cristo, atentamos para a satisfação de nossas necessidades. Infelizmente, nossos poderes espirituais de discernimento não estão desenvolvidos o suficiente e frequentemente absorvemos falsos conhecimentos que inibem ou mesmo impedem o nosso crescimento. Em vez de amadurecermos no Senhor, somos meramente instruídos segundo os conceitos de nossos primeiros mestres — e nem todos esses conceitos são bíblicos.
    Sentimos certa repulsa por igrejas que adornam seus salões com estátuas religiosas e imagens de santos. Mas uma falsa imagem de Deus pode se fixar em nossa mente da mesma forma que uma estátua é fixada sobre o gesso — e não terá vida da mesma forma. Se nosso conhecimento de Deus não for abastecido da sua vida e do seu poder, o mero conhecimento dele se torna um ídolo em nossa mente.
Tanto eu como você temos idéias, imagens falsas de Deus que o Espírito Santo removeria, se permitíssemos. São tradições culturais
e doutrinárias que impregnaram nossa mente. O poder da vida de Cristo é filtrado e proporcionalmente reduzido pelo número destas imagens erradas que existem dentro de nós. Indivíduos, igrejas e até mesmo nações sobrepõem suas tendências ao nosso conceito de Deus. Nações pobres e ricas deduzem que o Criador vive e pensa como eles. Não estão servindo a Deus, mas à imagem que têm de Deus. Aliás, o Deus vivo não é branco nem negro. Não é grego nem judeu, nem católico, nem protestante. Ele é Deus! E, como escreveu o salmista, "o nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada!" (Sl 115.3).
    Não podemos treinar o Senhor para que pense como um de nós. Ele é o Criador soberano, a fonte da vida no universo. Embora os ídolos sejam mais "seguros" para nossa natureza carnal que o Deus vivo, um ídolo não pode nos ressuscitar, nem nos curar quando estamos doentes, nem nos libertar de nós mesmos ou do diabo. A única razão pela qual toleramos ídolos mortos é porque, embora não possam nos socorrer, também não podem nos causar dano nem nos convencer do pecado. Não conseguimos ter noção das consequências ao abrigarmos ídolos, uma vez que "tornam-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam" (Sl 115.8).
    Em Mateus 24, Jesus avisou sobre o enorme poder do engano que seria desencadeado nos últimos dias. Ele iniciou seu discurso com o aviso: "Cuidado, que ninguém os engane" (v. 4). Por cinco vezes nos vinte e dois versículos seguintes ele repetiu esse aviso, dizendo que muitos seriam enganados, declarando que haveria "falsos Cristos", "falsos mestres", "falsos profetas", bem como "grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos" (Mt 24.24). Mas, em meio à sua profecia, o Senhor declarou que "este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho" (v. 14). Atente para o termo "este evangelho". O evangelho, exatamente como Jesus o ensinou, com seu poder de curar, libertar e tornar o homem santo, será proclamado como testemunho, "e então virá o fim" (Mt 24.14).
    No mesmo capítulo Jesus disse: "Os céus c a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão" (Mt 24.35). Jesus sabia, e por isso falou com segurança, que seus escolhidos jamais abririam mão de sua mensagem. E enquanto há uma proliferação de falsos ensinamentos, enganos, embustes com sinais e maravilhas mentirosas, falsos ungidos etc. multiplicando-se sobre a face da terra, o evangelho do reino de Deus — o evangelho de Jesus — está sendo proclamado como testemunho da sua volta.
    O que é este "Evangelho do Reino"? E a mensagem integral de Jesus Cristo. Ela é mais exigente, mais gratificante, mais sagrada e mais poderosa que o "evangelho" do típico cristão moderno. De acordo com Jesus, quando alguém encontra o Reino de Deus, para usufruir dele vai, vende tudo quanto tem (Mt 13.44 ). Uma vez achado, deve ser desejado acima do alimento e do vestir diário; é um tesouro tão valioso que melhor seria sofrer a perda de uma mão ou de um olho a perder o Reino (Mt 6.23; Mc 9.47). É o Evangelho que nos custa tudo, mas nos dá o melhor de Deus. Em meio ao materialismo, indiferença e rematadas fraudes, este evangelho do Reino é a mensagem que, Jesus disse, seria proclamada nos últimos dias.
    E se estamos ouvindo algo que não nos posiciona corretamente no caminho para o Reino de Deus, se não estamos nos tornando como Jesus em santidade e poder, estamos sendo enganados e este falso conhecimento é um ídolo.

DEUS É MAIOR QUE NOSSO CONHECIMENTO SOBRE ELE

Lembre-se, é extremamente improvável que tudo o que lhe foi ensinado desde a primeira vez que aprendeu sobre Cristo seja de Cristo. Não podemos permitir que nossos pensamentos a respeito de Deus sejam tão imutáveis quanto Deus, pois estamos em um processo de transição e há muito o que aprender, reaprender e esquecer. O Senhor quer que tenhamos nossas raízes fixas nele, e não em idéias a seu respeito. Devemos ser suficientemente confiantes em seu amor para que possamos arrancar ideias erradas. Um ídolo é um ídolo.
    O Reino de Deus não é uma religião; é um relacionamento com Jesus Cristo que nos toma por inteiro e está em constante expansão. E tão distinto da religião como o é um anjo brilhante de um fantasma sombrio. Se você imagina que Deus é religioso, tenha em mente que não havia religião no Éden. O único templo em que Deus habita sobre a terra é o templo de nossos corpos. João, no livro de Apocalipse, é bastante claro. Ele fala sobre o céu, onde "não vi templo algum" (Ap 21.22).
    O Pai não quer que prestemos culto ou sirvamos a algo que a mente limitada do homem possa visualizar. Ele é mais magnífico do que a visão que temos dele. Conhecimento é importante, mas é meramente simbólico; não passa de um reflexo da realidade, nunca chega à essência. Nossos pensamentos servem de alguma ajuda, mas não são abrangentes. Mesmo na própria Bíblia Jesus disse: "Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida" (Jo 5.39,40).
    Nossa vida não vem da Bíblia; ela vem de Jesus. Aqueles que escreveram a Bíblia o fizeram para testemunhar a respeito dele. Os profetas do Antigo Testamento apontam para ele; os autores do Novo Testamento nos direcionam de volta para ele. Se realmente compreendermos o que eles escreveram, deveremos encontrar o que eles encontraram.
    Compreenda, não estamos em busca de conhecimento, estamos em busca de Deus! Nossa ânsia não é por fatos, mas por plenitude (Mt 5.6). Deus é maior do que o nosso conhecimento sobre ele. Se tivermos verdadeiramente alcançado o Deus vivo, nosso conhecimento ficará timidamente sob a sombra de temor e assombro.
    O conhecimento nos informa que Deus é eterno; mas "eterno" é somente uma palavra para nós. Que tipo de vida ele tem, em que os bilhões de anos do longo e pleno círculo do tempo têm nele tanto seu fim como seu início? Nossas doutrinas nos dizem que ele é o Criador, mas que tipo de poder emana de sua pessoa para que galáxias inteiras sejam criadas pelas suas palavras e, por um decreto da sua boca, nossa terra se encha de vida? Nós o definimos como onipresente e oniscien-te, mas como descrever pelo conhecimento a sua capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo e ter ciência de cada um de nós, mesmo do número de cabelos em nossa cabeça?
    Nossas palavras são infinitamente inadequadas para a descrição de sua verdadeira pessoa. Na verdade, em comparação com a realidade eterna
que nos espera, nosso conhecimento não é mais do que leite com o qual nos amamentamos. Na melhor das hipóteses, nossas doutrinas tão somente acalmam nossas ansiedades e organizam nossas crenças. Mas na realidade da sua presença não há uma paz e um amor que excedem todo o conhecimento (Fp 4.7; Ef 3.19)? Como podemos medir e definir o que Paulo chama de "as insondáveis riquezas de Cristo" (Ef 3.8)?
    Há uma diferença entre buscar respostas e buscar ao Senhor. Há uma diferença entre a sabedoria de segunda mão achada nos livros e um encontro direto com o Deus vivo. O Senhor deve se tornar tão real, tão pleno e absorvente para nós quanto era o mundo quando vivíamos no pecado.
    Então, o clamor em nosso coração deve ser: "Deixe que Deus seja Deus! Deixe-o ser para nós o que ele realmente é"! O conhecimento correto é vital, mas nós queremos mais que somente conhecimento. Queremos que a presença do Todo-Poderoso preencha o vácuo em nossas doutrinas com a mesma essência que há nele.
    Existe uma história sobre Santo Agostinho que ajudará a explicar o meu argumento. Agostinho é considerado por muitos o maior dos padres latinos e um dos mais destacados doutores da igreja ocidental. Seus escritos estabeleceram e fundamentaram o pensamento cristão por mais de mil anos. Sua grande obra inclui Confissões e A cidade de Deus. No fim da vida, em seu leito de morte, estava cercado pelos amigos mais íntimos. Sua respiração parou, seu coração falhou e uma imensa sensação de paz preencheu o quarto quando ele partia para estar com o Senhor. De repente, ele reabriu os olhos; com a face, antes pálida, agora corada e iluminada, falou: "Eu vi o Senhor. Tudo que tenho escrito não vale mais do que palha".
    Podemos ter ideias, podemos possuir um conhecimento das Escrituras extremamente apurado, podemos ter sonhos e visões, mas tudo o que pensamos saber não passa de palha em comparação com a verdadeira realidade da presença de Deus. O Senhor é maior, mais maravilhoso e mais poderoso que a soma do conhecimento de todos a respeito dele. Ele é Deus, e "pode fazer tudo o que lhe agrada" (Sl 115.3).
    Por que estamos focando nossas energias e nossos pensamentos no arrependimento da idolatria? Porque, no mesmo local onde habitam os ídolos do ego e do falso conhecimento, o Deus vivo escolheu fazer brotar sua presença. O verdadeiro e eterno Deus não pode ser fundido com os falsos deuses desta era. Não podemos servir a dois mestres. Não podemos ter o seu poder e santidade em nós sem que primeiro o tenhamos em nossa vida. E se não estamos sendo paulatinamente transformados em sua santa e poderosa imagem, podemos estar servindo a um ídolo: o ídolo do falso conhecimento.

Retirado do Livro: Desafio da Santidade
Francis Frangipane
Editora vida
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